Janeiro Branco promove roda de conversa sobre saúde mental no Centro de Referência da Mulher
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27/01/2026
Quem aguardava atendimento nesta terça-feira (27), no Centro de Referência da Mulher I, teve a oportunidade de participar de uma roda de conversa especial dentro da programação do Janeiro Branco, campanha voltada à conscientização sobre saúde mental. A ação também está acontecendo na Unidade de Saúde da Família (USF) de Pajuçara, ampliando o alcance da campanha.
Com o tema “Cuidar da mente é cuidar da vida”, a atividade foi conduzida por uma psicóloga, que ouviu atentamente cada relato, tirou dúvidas e promoveu um momento de acolhimento e escuta humanizada. A proposta foi levar a discussão sobre saúde mental para o cotidiano das pacientes, de forma acessível e próxima da realidade de cada uma.
Durante o encontro, foram abordados sinais que o corpo e a mente dão quando algo não vai bem, como choro frequente sem motivo aparente, angústia constante, cansaço emocional e isolamento. A profissional também falou sobre a importância da psicoterapia como ferramenta de cuidado e reforçou que buscar ajuda é um ato de coragem, não de fraqueza.
Pacientes que aguardavam um atendimento de rotina encontraram um espaço seguro para falar sobre sentimentos e entender a importância de reconhecer o momento certo de procurar apoio. “Esse não é um encontro qualquer. É um momento de parar, respirar e se escutar”, destacou a psicóloga Renata nascimento, do CAPS Estação Cidadania.
A coordenadora de Saúde Mental, Conceição, explicou que o Janeiro Branco surgiu como um convite à reflexão. “O início do ano representa recomeço para muitas pessoas. Janeiro é o primeiro passo para olhar para si, desacelerar e cuidar da mente para que o restante do ano seja mais leve”, afirmou.
Além das orientações, a psicóloga reforçou que o corpo dá sinais quando a mente precisa de atenção e que atividades como exercícios físicos, momentos de lazer e hobbies ajudam a aliviar o estresse e prevenir o adoecimento emocional.
A Dona Mauricea, que participou da roda de conversa, aprovou . “Às vezes a gente guarda tudo e acha que é normal sentir esse peso. Hoje eu vi que não estou sozinha e que posso procurar ajuda quando precisar”, relatou.
Ao final da ação, as participantes receberam uma pequena lembrança simbólica, representando a importância do autocuidado e da valorização da saúde mental. Quem demonstrou necessidade de acompanhamento foi orientada a procurar a coordenação da unidade, que realiza os encaminhamentos para atendimento especializado no CAPS, considerado porta aberta, basta chegar e ser atendido, sem necessidade de encaminhamentos.
As pacientes elogiaram a iniciativa, que transformou o tempo de espera em um momento de informação, cuidado e zelo.
Por Heloísa Oliveira
Foto: Matheus Bezerra