Cabo alcança marco histórico e completa um ano sem feminicídio
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19/02/2026
A Cidade do Cabo de Santo Agostinho está prestes a atingir um marco inédito dos últimos cinco anos: o município completa, nesta sexta-feira (20), um ano sem registros de feminicídio. Para marcar a data, a Secretaria Executiva da Mulher realizou, nesta quinta-feira (19), uma ação de impacto na Praça da Estação, com a instalação de um telão em contagem regressiva para o feito histórico.
De acordo com o levantamento feito pela secretaria da mulher, entre 2021 e o início de 2025, a cidade nunca havia alcançado a marca de 12 meses sem feminicídio. Desde o dia 20 de fevereiro de 2025, nenhuma mulher foi vítima desse tipo de crime no Cabo. No começo do ano passado, dois casos foram registrados, sendo um deles ainda sob investigação para confirmar se ocorreu no município e o da comerciante Érica Francisca, assassinada na praia de Gaibu. Vale ressaltar, que um novo Centro de Referência que está sendo construído em Gaibu e levará o nome de Érica Francisca.
Atualmente, apenas as cidades do Cabo e Recife possuem dois Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CEAM) em Pernambuco. Com a nova unidade em Gaibu, o município deve se tornar, ainda este ano, o único de Pernambuco com três equipamentos especializados. “Tudo isso mostra que investir em prevenção salva vidas. Seguimos firmes para que as mulheres do Cabo continuem protegidas e amparadas por políticas públicas efetivas”, afirmou a Secretária Executiva da Mulher Aline Melo.
O prefeito Lula Cabral também ressaltou a importância do marco. “Alcançar um ano sem feminicídio é histórico, mas não podemos baixar a guarda. Vamos continuar fortalecendo a rede de proteção e ampliando as ações para garantir mais segurança às mulheres do nosso município”, disse.
O Cabo de Santo Agostinho conta hoje com uma grande rede estruturada de enfrentamento à violência de gênero, que inclui os CEAMs Eudina Sobral e Maria Purcina, o Centro de Saúde Mental para Mulheres Vítimas de Violência, Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, o programa Justiceiras e a Delegacia da Mulher com a Patrulha da Mulher.
Por Ana Carolina Gomes
Foto: João Barbosa